Um relacionamento não vai te completar

By 24 de fevereiro de 2016Relacionamento

Um relacionamento não
vai te completar

Se você se familiariza com comédias românticas da era moderna, você já deve ter ouvido falar ou já ter assistido Jerry Maguire: a grande virada, lançado em 1996. Muitos de nós podemos lembrar da cena em que Jerry entra no meio do “grupo divorciado e solitário” de mulheres e fala para Dorothy como a vida não faz sentido sem ela. O discurso foi ficando maior quando ele usou a frase “você me completa”, finalmente provando para Dorothy o quanto ele a amava. O filme termina com os dois vivendo felizes para sempre.

Se você for como eu, histórias românticas como a do filme Jerry Maguire: a grande virada podem levar você a começar a contemplar a filosofia de Jerry, pensando que há alguém lá fora que poderia “completar você”. Ao mesmo tempo que você olha para a sua simplicidade você pode se sentir insatisfeito e até pode começar a pensar em si mesmo como alguém inferior porque percebe que sua “alma gêmea” ainda não chegou. Em uma tentativa de preencher o vazio, você gasta meses e às vezes anos, em busca de alguém que supostamente irá atender às suas necessidades e dar sentido à sua vida.

Mas aqui está o problema, eu aprendi, com minha pesquisa “the one”: eu estava procurando totalidade em lugares errados. Não há um ser humano no planeta que tem a capacidade de me completar e me fazer inteiro. Ao colocar toda a minha esperança de um “felizes para sempre” em um cônjuge, eu diminuo o meu problema e penso que o casamento é a solução. No entanto, não é isso o que Deus planejou. Quanto mais eu procurou me completar em outras pessoas, mais miserável eu me torno. Na verdade, meu coração só estava desejando estar satisfeito com algo maior do que um relacionamento. Eu só não sabia o que poderia ser.


O problema com as nossas atitudes
Certa vez eu ouvi algo muito útil de um conselheiro cristão a respeito de integridade sexual. Ele explicou que quanto a maioria das pessoas erroneamente pensam em casamento como a some de duas pessoas, elas pensam com esta equação:
½ de mim + ½ dele dela = 1 ser feliz, relacionamento completo.

Em vez da adição de duas pessoas incompletas, no entanto, a união é mais parecida com a multiplicação de duas pessoas incompletas:
½ de mim x ½ dele/dela = ¼ amargo, relacionamento frustrado

Se estivermos a espera uma pessoa nos completar, entraremos em relacionamentos procurando alguém que atenda todas as nossas necessidades. E isso é um trabalho que só Deus pode fazer.

Este mesmo conselheiro cristão passou a explicar que as relações são principalmente sobre a doação, não recebendo; servir, e não ser servido; agradar, não estando satisfeito; amar, não ser amado. Por isso, ele sugeriu, que devemos viver uma outra fórmula. A fórmula de Deus que diz que:
1 eu satisfeito x 1 ele/ela satisfeito = 1 relacionamento satisfeito

Tal plenitude sexual só ocorre quando você estiver satisfeito em Jesus Cristo e fizer tudo por ele. Enquanto você o segue, você começa a experimentar a grande graça de Deus que só é liberada ao servir os outros com amor e doação.


Verdadeiro Integralidade
Só quando somos completos em Cristo podemos desfrutar de relacionamentos verdadeiramente saudáveis ​​uns com os outros. Dessa maneira estaremos doando amor na mesma medida que queremos recebê-lo já satisfeitos e completos em Cristo que criou o amor.

Quando pessoas solteiras experimentam essa plenitude, elas estão contentes com a sua sexualidade – um contentamento que conhece e valoriza o projeto de Deus para o sexo no casamento como a única maneira de experimentar a verdadeira satisfação sexual. Este não é um contentamento vazio e um desejo de experimentar a intimidade sexual. Mas vem de uma confiança de que Deus é um bom Pai e de que lhes deu tudo o que precisamos em Cristo, onde precisamos estar completos e satisfeitos.

Essas pessoas não experimentam apenas um contentamento com a sua sexualidade, eles também experimentam a paz com a sua sexualidade. Esta paz vem de estar confortável em nossa própria masculinidade ou feminilidade; esta paz com os outros vem de experimentar relações vivificantes com pessoas; esta paz com Deus, vem de nos encontrarmos em Deus e de saber que ele está satisfeito em nós.

Esse contentamento e essa paz são dons de Deus que todos nós podemos experimentar em nossa singularidade. Esta é a beleza de confiar em Deus em todas as áreas da vida e de caminhar para encontrar nosso verdadeiro significado nEle.

Nota: este trecho é uma adaptação do novo livro de Hafeez Baoku, Sex, Deus e a Vida Individual: Uma jornada honesta à satisfeita intimidade (CLC Publicações).
Texto traduzido por Débora Rosendahl

Join the discussion 4 Comentários

  • Inae disse:

    Eu amo comédias românticas, bons livros de romances, mas acontece que geralmente, ao terminar de ler ou de assistir eu acabo entrando em crise. Poxa vida, por que ainda não encontrei a pessoa que irá me completar??? E esse texto veio no momento certo… Sei que o único que pode me completar é Deus!

  • Grazi disse:

    Lindo texto… e se permite eu expor minha experiencia:
    Assim como Inae eu amava comedias românticas… e sempre acabava me deprimindo por nunca ter vivido aquilo (e nem “ainda” estar vivendo). Eu percebi que aquilo ALIMENTAVA minha maior fraqueza, e despertava em mim um monstro… de inveja, tristeza e ansiedade. Sendo assim resolvi mata-la de fome e me fortalecer. Fiz um proposito com Deus de NUNCA MAIS alimentar meus pensamentos com nada que lembrasse que “ainda” estou sozinha. Procurei ocupar meu tempo e conhecer pessoas alto-astral, e isso me fortaleceu muito. Encontrei minha plenitude em Deus e hj sou uma pessoa sozinha e feliz.. muito feliz… amo minha liberdade em Cristo e sei que na hora em que EU e meu Amado estivermos prontos, reconhecer-nos será um detalhe que certamente vira para somar… transbordar.. e nao dividir ou completar… pois completa… somos apenas em Cristo :D Deus as abençoe :D

    • disse:

      Falou tudo Grazi! Esse é o caminho!
      Só iremos nos sentir completas se formos contentes em Cristo. Ele é suficiente! :)
      Obrigada por compartilhar a sua experiência.
      Grande abraço!

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